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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

De Cluj a Bucareste


Como fomos mesmo rápidas a ver Cluj, saímos logo de manhã (depois do meu mergulho na piscina) rumo a Bucareste,  com a intenção de ir parando na estrada. O caminho vale por si só. Só é pena, e isso qualquer viajante à Roménia vai notar, é que em cada sítio belíssimo, encontramos sempre lixo, lixo, lixo. É uma pena e totalmente incompreensível.
Como não morrer na estrada da Roménia? Não sei bem... eu tapo os ouvidos, semicerro os olhos, rezo, encolho-me e faço figas para eles terem tempo de ultrapassar. Ah, e ando a 50km/hora em todo o tipo de estradas. Buracos, ultrapassagens pela direita, 3 fachas em estradas de duas, vendedores de beira da estrada, cães e outros animais mortos, 4 piscas nas faltas de bermas, estes são só alguns dos muitos obstáculos que podem vir a ter de ultrapassar. Sempre com cuidado, se querem chegar vivos ao destino.
Autoestrada... só vê-la (que é para não dizer, nem vê-la) de vez em quando. Não se percebe a lógica pela qual está construída, porque ora estamos nela, ora estamos numa nacional que nos empurra para dentro das aldeias. E isso é o interessante nestas viagens.




Por entre planícies verdes e amarelas, de plantações de fim de verão, damos por nós, de repente no meio de Turda, uma aldeia muito caricata, com uma “arquitectura” que é típica daquela zona – casas baixas, telhados com janelas, cores vivas, que vão desde o roxo ao verde fluroscente. Por entre buracos, elevações na estrada, pedregulhos, ao som de Gispy Kings percorremos o nosso caminho.

De volta a estrada (não que a outra não fosse uma estrada...), a paisagem muda. O castanho salpica-se de branco das ovelhas a pastar. O caminho que tomamos de volta é estranhamente diferente e mais rápido.

Paramos para almoçar em Sibiu. A Rita adora. Ainda mais que Cluj. A cidade é verdadeiramente bonita, aconchegante e alegre. 


Almoçamos na mesma esplanada em que jantei quando lá fui. Prova Samarli e gosta. Eu, sempre tentada a ir para uma Pizza, como uma carne de frango enrolada em queijo. Mas tudo me enjoa. Assim é a Sarucha. 

Perdemos horas na livraria, onde compramos coisas giras – nomeadamente um livro de fotografia dos Maramures, assim se não lá for em pessoa, irei em imagem... 

Já é mais tarde do que gostariamos quando voltamos à estrada. Muitos imprevistos acontecem,  que nos fazem tomar caminhos diferentes  - desorientação, ordens de um polícia, etc.



Acabo por  não passar na mesma parte da estrada que fizémos à ida, entre Ramnicu Vâlcea e Sibiu, onde gostava mesmo mesmo mesmo de ter tirado umas fotografias.
No meio dos Cárpatos, saltam as copas das árvores das montanhas. De um verde que nos refresca. O rio passa ao nosso lado e, por muito cansadas que estejamos, estamos felizes  - o caminho faz valer a pena.
Assim, apesar de termos ido para tão longe (400 e tal KM de Bucareste a Cluj) valeu muito a pena. Atravessamos grande parte do país, e conhece-se a paisagem incrível que a Roménia tem para nos oferecer.
Vêem, nem tudo é mau aqui e eu sei reconhecer isso.


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